domingo, 15 de abril de 2012

Consternada...

O que são algumas palavras soltas de um texto para um coração transbordando de sentimentos?
Eu te quis como jamais desejei um outro alguém e proferi as frases mais clichês do mundo.
Na realidade eu imaginei falar-te as palavras mais lindas do Aurélio, mas não falei.
Tive medo/receio de me expor.
Calei-me e tentei deixar tudo subentendido
Mas adiantaria dizer?Acho que não! Meu achismo me paralisa. 
De nada adiantou calar-me também, meu bem,
Você está aí, eu estou aqui, mais distantes do que nunca.
Restou para mim, sonhos de uma tarde inesquecível que ficou tatuada no âmago do meu ser
e que noite sim, noite não, voltam a me surpreender...

domingo, 1 de abril de 2012

Incoerência...

Ele me olha e vejo o amor transbordando dos seus olhos.
Eu olho para ele e não consigo parar de pensar nas flores 
que um dia colhi no meu jardim. 
Entre mim e ele existe um "Se"...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Da palavra lançada...


Algumas vezes é você quem está com a arma na mão e ainda assim é quem sai ferido.
Porque quem machuca também é manchado com o sangue da vítima...

domingo, 29 de janeiro de 2012

O (des)encontro...


E depois de várias doses amargas de solidão e inquietude de um coração solitário, você percebe que finais felizes até existem, mas alguém esqueceu de fazer o seu. 
Ou deixou bem pro finalzinho pra que você possa, de fato, dizer que teve um final feliz.
E percebe que amar alguém desesperadamente não vai fazer com que essa pessoa te ame,
ou vice-versa. Porque o amor não exige reciprocidade, apenas ama-se. Maldito amor, eu sei!
E os encontros e desencontros da vida só te fazem comprovar
 que algumas pessoas, inegavelmente, marcam como tatuagens na alma
e por mais que você queira, negue, renegue e finja sofrer de distúrbios mentais,
 nada nem ninguém vai tirá-lo dos seus pensamentos mais íntimos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Outdoor!

Porque nele vem escrito em letras garrafais: Perigo
Tenho paixão por correr riscos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sonho roubado!


E quem distraidamente passar por nós, verá que uma linda história acontece.
Mãos, bocas, braços e abraços, todos se entrelaçam.
Mas quem tiver um pouco mais de perspicácia 
verá que tudo não passa de fachada.
É tudo tão lindo, parece um sonho.
E vou construindo meu castelo de areia
sem saber ao certo que dia a maré o destruirá.
E tendo a certeza de que acontecerá!
É um sonho, pena não ser o meu!







quinta-feira, 19 de maio de 2011

Meus vinte e tantos anos bem/mal vividos!


Quando eu tinha quinze anos era uma sonhadora, apaixonada, leitora assídua de Júlias, Sabrinas e Biancas (alguém ainda lembra?), muitas de minhas decepções eu culpei a esses livros, declarei culpados pela eterna alma de menina apaixonada. Achava chato o futebol nas quartas-feiras, detestava o Flamengo e queria jogar uma bomba nos EUA. Questionava a igreja, a bíblia e o pastor da igreja que minha avó congregava. 
Não era rebelde, mas queria ser!
Aos quinze anos, julgava que meu primeiro amor seria eterno, que o Brasil seria uma potência mundial e que um dia os políticos iriam finalmente investir na educação. Tolos sonhos de menina!
Um dia eu cresci e estava exatamente onde um dia queria estar, mas percebi que onde eu queria estar não era bem onde eu deveria estar e isso me causou um série de transtornos. Era o meu desejo contra a minha obrigação e eu ainda pensava que ninguém podia ser obrigado a nada. Tola, sempre fui!
Hoje não estou onde queria estar, mas também não estou onde não gostaria de estar. Confuso, né? Eu sei! 
E a vida foi/vem me ensinando a viver. 
Aos vinte e seis anos eu sempre acho que minha atual paixão será a última e eterna, que o Flamengo é o melhor time do mundo, que o pastor da igreja que minha vó congrega continua sendo não muito confiável, que o futebol nas quartas-feiras é legal, principalmente acompanhada de alguém especial. Aos vinte seis anos eu me dei o direito de me permitir; de experimentar; de ser feliz dia sim, dia não. E daí? 
Hoje já não me apaixono por homens que me leem resumidamente, hoje, só me interessam os que desejam a obra por completo e que após ler página por página ainda querem reler, afinal, ainda encontro-me em construção...
E o que eu espero da vida? Eu conto daqui a mais vinte e tantos anos!



quinta-feira, 17 de março de 2011

Resquícios de um sentimento...


Abandonei o restinho de esperança que me acompanhava. Fui deixando-a aos poucos, imaginando que assim seria menos doloroso. Me enganei, a esperança inexiste e ainda dói.
Tive vontade de retornar e colocá-la novamente em local seguro, bem dentro de mim. Mas não existe mais motivos para prender-me a um sentimento morto e totalmente devastado.
Resquícios de você ainda permanecem e já me conformei com o fato que provavelmente terei que conviver pelo resto de minha vida com sua presença, mesmo sem meu consentimento.
E todos me dizem a mesma coisa: Tudo ficará bem, o tempo se encarregará de tudo...
Mas me parece que o tempo esqueceu de passar por mim.
Talvez eu aprenda a conviver sem você, talvez eu conheça alguém especial que ao menos faça a dor diminuir, talvez amanhã eu nem me lembre, talvez... Só eu não consigo acreditar que um dia eu possa deixar de desejar sentir o seu cheiro, seu corpo, o barulho do seu riso...
Será o amor uma invenção feita com o intuito de machucar? 
Querer tão bem a alguém que a simples menção de perdê-la nos remete ao fim do mundo, ao fim do meu/seu mundo.
E de tudo que vivemos, de todas as experiências compartilhadas, ficou um coração embriagado de tanto amor. 
Infelizmente foi o meu.